domingo, 1 de março de 2009

Manifesto - Não Mexer Sem Luva Branca


Manifesto - NÃO MEXER SEM LUVA BRANCA

Serve este manifesto, o objectivo de denunciar e combater as actividades menos próprias, cobardes e obscuras dos Mexilhões.
Seres, que secreta e indiferenciadamente desenvolvem laborações hostis contra a propriedade cultural alheia.
Geralmente apático, estúpido e medroso, o Mexilhão, actua em grupo. Age dessa forma para se vangloriar e provar aos demais semelhantes que a cultura e o conhecimento são perigosos, nocivos para a saúde e, por consequentemente, desnecessários. É uma lei colectiva em nome da acalmia geral para que as águas nunca se tornem revoltas.
They represent the slice of society that´s living under the Cave Theory. It´s quite remarkable such a prehistoric behavior still survives in our days!” – Sir David Attenborough in BBC Wild Life.
A sua completa inaptidão em compreender e assimilar novos conceitos, tornam-no portanto, obsoleto e preso a uma carapaça de ignorância sobre o que é o Ser Contemporâneo (*).
Um dos seus focos preferidos de intervenção é, como seria de esperar, o das Artes. Por este ser um mundo totalmente abstracto para o Mexilhão, este sente-se tentado a fazer aquilo que o melhor caracteriza; Mexer.
Mexer indiscriminadamente e apenas com o intuito de destruir é o seu modus operandi.
Acções tão ocas de criação correspondem exactamente ao vazio da imaginação nas suas cabeças, e são tão úteis para ao crescimento sócio-cultural quanto as guerras ou os produtos da tv-shop.
No entanto, de forma inconsciente, estas acções criam uma nova percepção visual que infelizmente, por falta de sentido estético e/ou critico, não acrescentam nada de relevante ao nosso valor sensorial.
Propomos então com este manifesto, alertar, sensibilizar e propor à comunidade artística que produzam obras inacabadas, e desta forma incutir na espécie do Mexilhão um desejo antagónico à destruição e incentiva-los a dar um toque final.
Como incentivo, informamos a comunidade que oferecemos um par de luvas brancas (iguais ás usadas pelos funcionários dos museus) por cada Mexilhão convertido. As luvas vêm nas versões Serralves, Gulbenkian, Louvre e Tate Gallery, tendo, para cada uma delas o respectivo formulário disponível no nosso blog; Comarte-pt.blogspot.com. Brevemente outros modelos irão estar associados ao nosso manifesto mas de momento são essas as opções.
Agradecemos a atenção despendida e contamos com o apoio de todos.

Sem mais assunto de momento, declaramos aberta a caça ao Mexilhão.

Atenciosamente,
COMARTE

(*) Ser Contemporâneo – um Ser atento, actual, activo, que tem a capacidade de (re)produzir e expressar-se criativamente sobre qualquer matéria.


Texto e Imagem by: Cláudio Sousa

2 comentários:

  1. Ora boas, estou de volta para comentar outro post, mas este um manifesto ao tema "não mexer".
    Por um lado temos um grupo de estudantes que gosta de ver os resultados de outras disciplinas expostas para a escola e aprender, mas por outro lado temos uma serie de "gandulos" que gostam é de se fazerem de parvos ou querem ser parvos. Uma solução que eu apresento é como o meu pai me dizia, "uma chapada em cada um e está andar", mas como sao menores de idade e ainda nao podemos actuar assim ,iremos pelo caminho das ameaças "ainda".
    Achava que a turma deveria publicar um artigo no jornal da escola para chamar atenção para não mexer e quem fosse visto a mexer ia 2 dias para casa comer papas de cavalo cansado ou entao fecham-nos numa sala e poem a dar a música do guru como tortura.
    Aqui deixo a minha opniao quanto ao assunto "nao mexer", boa sorte para á turma nessa questao, comprimentos:
    Amigo do Fernando Sota Almeida

    ps: Quando referi a música do guru, queria dizer que a música da banda do Claudiu quando era mais novo tambem serve.

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